No dia 04 de maio de 2015, fomos brindados com a presença do Dr. Joaquim Jorge Carvalho, Doutorado em Literatura Portuguesa, tendo-nos presenteado com a temática "A Poesia Serve Para Quê?.
Assim, os alunos do 2º e 3º ciclos de Rio Caldo e Terras de Bouro, sentiram-se imbuídos da emoção que perpassa num texto poético, depois dele termos extraído o(s) sentido/sentidos que ele evoca e que despertam no leitor a vontade de o ler freneticamente.
Deste modo, o orador presente realçou a importância da literatura em geral e da poesia, em particular, como vetores que potenciam a nossa vivência enquanto seres humanos do nosso tempo e que almejam sempre mais!
Bem-vindo ao Blogue das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Terras de Bouro.
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05/05/2015
26/06/2012
Ler ao Entardecer
A atividade “Ler ao Entardecer”, subordinada à temática
«O poema da minha vida», visou a partilha de leituras e reflexões que
promovessem o gosto pela leitura e pudessem contribuir, de algum modo, para o
desenvolvimento literário da Comunidade Escolar. A leitura faz parte da vida!
Embora não percebamos, cada um de nós vive a leitura do mundo que nos cerca. A
leitura a partir da partilha oral faz-se através da convivência na família, na
escola e na sociedade. Neste contexto somos autores de nossa própria história e
para fazer reviver o que existe na memória coletiva, nada melhor do que ler
poemas, pois ao narrar um poema o docente/não docente reativa uma gama de
leitores que vêm do início do desenvolvimento do ser humano até os nossos dias.
São exatamente as vozes dos narradores de poemas/contos que fazem perpetuar
tantos poemas/contos da tradição oral.
Esta atividade foi elaborada, afixada, divulgada por
correio eletrónico e impressa num convite, da autoria gráfica do docente
Emanuel Cruz e Carla Carvalho (elementos da equipa das bibliotecas), o qual
mereceu elogios de todos. Aconteceu em horário pós-laboral na EBS de Terras de
Bouro (às 18.15m) e em horário de almoço (às 13.30m) na EBS de Rio Caldo,
novidade este ano, e efetuou-se nos espaços das Bibliotecas. Nos espaços
físicos das BE, reorganizados de forma mais informal (na qual colaboraram
ativamente as funcionárias das bibliotecas Anabela e Cristina Barbosa), foram
instalados equipamentos multimédia (com a afincada colaboração do senhor Caniço
e Cristina Barbosa), montadas uma mostra de livros de poesia portuguesa, do
fundo documental das BE, de autores clássicos e de autores atuais, alguns da
região e da própria terra, mostra essa decorada com arranjos florais. Foram
também colocadas telas (previamente preparadas e ilustradas pela docente
Celeste Rebelo) para registo das intervenções dos declamantes, e, criada uma
zona para convívio e prazer/proveito gastronómico (elaboração pelos alunos do curso
profissional Técnico de Restauração – Restaurante/Bar e pelos participantes).
Participaram 52 personalidades nesta atividade (33
docentes - do pré-escolar ao Secundário) 12 não docentes, 4 alunos do EFA, o
Presidente da Câmara Dr. Joaquim Cracel Viana, a Vereadora da Educação Dra.
Liliana Machado e o Técnico Luís Pinho.
Esta atividade foi animada por uma sessão musical
promovida pelo par Luís Pinho/Sónia coura e Carla Carvalho/Ana Isabel Pereira,
marcada pela boa disposição e descontração num ambiente informal, numa
verdadeira partilha do prazer da leitura. Algumas das declamações foram
acompanhadas de música e/ou apresentação power point tal como o próprio
«cenário da atividade», destaque para a participação da docente Carla Carvalho,
que além de fazer a apresentação da atividade, ler o seu poema também cantou
“No Teu Poema”. Seguiu-se o registo do título e autoria dos poemas declamados
pelos participantes tal como a identificação dos declamantes em tela preparada
para o efeito; a qual foi exibida na Feira Pedagógica e será posteriormente
afixada no espaço das BE. Por fim, em ambiente de agradável conversa,
saborearam-se as «iguarias» confecionadas pelos alunos do curso profissional Técnico
de Restauração – Restaurante/Bar e/ou trazidas pelos participantes.
Em modo de conclusão é importante referir que estavam previstas
mais participações de docentes e não docentes, as quais por razões diversas não
se verificaram, ora pelo horário ora por ser sexta-feira/início de fim de
semana ora por ser fim do período letivo/fim de ano, possibilidades estas que
não limitaram o sucesso da atividade “Ler ao Entardecer”. O objetivo de cada
participante – partilhar e sentir o seu poema – foi cumprido com êxito.
Ler ao entardecer na EBS de Terras de Bouro
Curso profissional Técnico de Restauração – Restaurante/Bar
Ler ao entardecer na EBS de Rio Caldo
11/06/2012
"Poema ladrão" vencedor
E o grande vencedor da "Oficina de poesia: poema ladrão" é o poema 8, dos alunos da turma B, do 5º ano, da Escola Básica e Secundária de Terras de Bouro, com 68% das preferências.
Parabéns!
Poema 8
Poema 8
Precisava de dar qualquer coisa a uma qualquer pessoa.
E uma qualquer pessoa, como um luar, nascesse,
E sem sorrir, sorrisse,
Os beijos merecidos da verdade.
Universo sou eu, com nebulosas e tudo!
Eu sei que a humanidade é mais gente do que eu,
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores,
Linha severa da longínqua costa.
Cai o silêncio nos ombros,
Tinham coral e praias e arvoredos.
É urgente inventar alegria,
É urgente o amor
E se ela agora viesse?
Na minha mão estendida dar-lhe-ia
Uma qualquer pessoa de quem me aproximasse,
O gesto de a estender, e uma qualquer pessoa entenderia
Como se um grão de luz lhe percorresse
Esta é a maior miséria que no mundo há.
A minha mão estendida e tímida, não pede,
Dá!
29/05/2012
Oficina de poesia: poema ladrão
O dia da poesia foi comemorado com uma oficina de poesia. Os
alunos escreveram “o poema ladrão” a partir de poemas de Fernando Pessoa, de Alexandre
O'Neill, de António Gedeão, de Carlos Drummond de Andrade, de Álvaro Campos e de
Patrícia Joyce.
Apresentamos o resultado dessa oficina de poesia.
Os alunos do agrupamento poderão escolher/votar o poema que mais gostam. O “poeta ladrão” vencedor receberá um prémio no final do ano letivo.
Vota no poema que mais gostas!
Apresentamos o resultado dessa oficina de poesia.
Os alunos do agrupamento poderão escolher/votar o poema que mais gostam. O “poeta ladrão” vencedor receberá um prémio no final do ano letivo.
Vota no poema que mais gostas!
Poema 1
Em árvores onde o longe nada tinha
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores
Onde era só, de longe a abstrata linha
E, no desembarcar, há aves, flores.
Ai! Se ela agora viesse,
Sequiosamente
Se ela agora viesse, bebê-la ia de um trago
Sorvê-la-ia num hausto,
Como o ar se precipita
Numa avidez sedenta
Tumultuosamente
Numa secura aflita
Sofregamente
Quando o espaço vazio se lhe apresenta.
Se eu fosse o cego
Que acena com a mão à beira do passeio
Se eu fosse a pobre criatura que estende a mão na rua à caridade
Esperaria em sossego, sem receio
Se eu fosse o operário que não ganha o bastante para viver
Aguardaria sem amargura, que por ali passasse a bondade
E havia de vencer
Lutava pelo aumento de salário.
|
Poema 2
Como o ar se precipita
Sofregamente
Quando o espaço vazio se lhe apresenta!
Não pesa num total que tende para o infinito,
Sei que o mundo é maior do que o bairro onde habito.
Que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
Eu seu que a humanidade é mais gente do que eu.
Num jeito de tão sonâmbulo gosto
Com um dedo tímido o oval do rosto
Como se um grão de luz lhe percorresse
Uma qualquer pessoa que relesse.
Ai! Se ela agora viesse!
Sequiosamente
Tumultuosamente
Numa secura aflita
Numa avidez sedenta.
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Poema 3
Se eu fosse cego,
Que acena com a mão à beira do passeio.
Esperaria em sossego, sem receio.
Eu sei que as dimensões impiedosas da vida
Ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
Nesta insignificância, gratuita e desvalida.
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.
Se eu fosse a pobre criatura que estende a mão na rua à
caridade,
Aguardaria sem amargura, que por ali passasse a bondade.
O mar anterior a nós, teus medos,
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a serração,
As tormentas passadas e o mistério.
Se eu fosse o operário que não ganha o bastante para viver,
Lutava pelo aumento de salário,
E havia de vencer.
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Poema 4
É urgente o amor,
É urgente um barco no mar.
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
O sonho é ver as formas invisíveis.
Teu bem e teu mal
É tomares para ti
Meu mal e meu bem
Meus e teus são nossos
Verdadeiramente
Os beijos merecidos da verdade.
Buscar na linha fria do horizonte
Movimento da esperança e da vontade,
É urgente destruir certas palavras
Ódio, solidão, e crueldade,
Alguns lamentos,
Muitas espadas.
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Poema 5
«Amigo» (recordam-se, vocês aí escrupulosos detritos?)
«Amigo» é a solidão derrotada.
Naturalmente
As coisas que vimos,
E as que sentimos.
Intimamente.
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é uma grande tarefa,
É guardar para ti,
É guardares para mim.
«Amigo» é o erro corrigido,
Um trabalho sem fim.
Não o erro perseguido, explorado.
Um espaço útil, um tempo fértil,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
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Poema 6
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível.
Com ele se entretém e se julga intangível.
Se eu fosse cego,
Que acena com a mão à beira do passeio,
Esperaria sem receio e em sossego.
Se eu fosse o operário,
Que não ganha o bastante para viver,
Lutava pelo aumento do salário,
E havia de vencer.
Se eu fosse a pobre criatura,
Que estende a mão na rua á caridade,
Agradaria, sem amargura, que por ali passasse a bondade.
Necessariamente,
A mim dirás,
E a ti direi,
Rigorosamente,
É tomar para mim.
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Poema 7
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «Amigo»
Sermos amigos, é contares comigo!
«Amigo» é um sorriso
Num jeito de tão sonâmbulo gosto
Um coração pronto a pulsar
Com um dedo tímido o oval do rosto.
Um olhar bem limpo,
Como se um grão de luz lhe percorresse.
Confiantemente
Uma qualquer pessoa que a recebesse!
Precisava de dar qualquer coisa a uma qualquer pessoa.
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
De boca em boca
É contar contigo,
Na nossa mão.
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Poema 8
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém,
Precisava de dar qualquer coisa a uma qualquer pessoa.
E uma qualquer pessoa, como um luar, nascesse,
E sem sorrir, sorrisse,
Os beijos merecidos da verdade.
Universo sou eu, com nebulosas e tudo!
Eu sei que a humanidade é mais gente do que eu,
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores,
Linha severa da longínqua costa.
Cai o silêncio nos ombros,
Tinham coral e praias e arvoredos.
É urgente inventar alegria,
É urgente o amor
E se ela agora viesse?
Na minha mão estendida dar-lhe-ia
Uma qualquer pessoa de quem me aproximasse,
O gesto de a estender, e uma qualquer pessoa entenderia
Como se um grão de luz lhe percorresse
Esta é a maior miséria que no mundo há.
A minha mão estendida e tímida, não pede,
Dá!
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Poema 9
Quando a nau se aproxima ergue se a encosta,
Buscar na linha fria do horizonte,
E, no desembarcar, há aves, flores,
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
É esperar por ti, sabendo que vens,
Naturalmente.
É guardar para ti, é guardares para mim,
Que o respirar de um só, mesmo que seja o meu.
E a ti direi, e a mim dirás,
É urgente o amor,
É urgente inventar alegria,
Não o erro perseguido, explorado.
Um coração pronto a pensar
Universo sou eu, com nebulosas e tudo!
Sei que o mundo é maior,
Do que o hauro onde habito!
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23/03/2012
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