14/06/2012

Dia do Autor Português II

Nós por cá celebramos o dia do Autor Português com a visita de um ilustre autor terrabourense por forma a divulgá-lo a públicos diferentes, crianças e idosos, esse autor foi o Sr. Dr. Manuel da Silva Martins. Natural da freguesia de Gondoriz que se viu obrigado a abandonar a terra natal muito cedo, com apenas 11 anos, e a procurar sustento noutro local. Foi em Lisboa que realizou toda a sua vida profissional, regressando a Gondoriz na situação de aposentado.

Nesta fase da sua vida onde a sabedoria e a experiência o forçam a iniciar todo um trabalho de registo para que factos, acontecimentos e tradições não se percam para sempre. Ele centra o seu estudo na freguesia de Gondoriz e fez a história da sua freguesia.

Para este trabalho ouviu, investigou e acima de tudo viu e sentiu, isto é VIVEU!

Por aqui o Dia do Autor Português foi de partilha, isto é o Dr. Manuel da Silva Martins partilhou connosco, alunos do 4º ano, e com os idosos do nosso concelho, o fruto da sua obra.

O Dia do Autor Português por aqui é todos os dias porque ouvir, pesquisar e escrever acontece todos os dias.

Na nossa missão de aprender/descobrir também quisemos marcar este dia tão especial apresentando através de desenho/ilustrações e reconto oral de duas lendas fruto da recolha efectuada mas nossas freguesias e oferecendo aos presentes canetas recicladas alusivas a este dia. Ao autor oferecemos um quadro pintado com motivos dos “Lenços dos Namorados” e quadras de agradecimento.

O Dia do Autor Português por aqui foi interessante, agradável, estimulante e aliciante na medida em que queremos preservar a história das nossas freguesias, sejam elas orais ou escritas. Esperemos que o bichinho que contagiou o Sr. Dr. Manuel da Silva Martins também nós tenha contaminado a nós.
Terras de Bouro, 23 de maio de 2012
Texto coletivo, realizado pelos alunos do 4º H


 



Dia do Autor Português I

O dia do Autor Português (22 de maio) foi comemorado na Biblioteca Escolar da Escola EBS de Rio Caldo, com um encontro com o escritor João Luís Dias e com os idosos dos Lares de Terceira Idade das freguesias de Vilar da Veiga e de Rio Caldo. A comemoração foi articulada com o projecto “Biblioteca Escolar: Parceira da Comunidade”.

O encontro contou, igualmente, com a presença do presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro e dos alunos da turma B1 do 7º ano, que foram os dinamizadores de uma mensagem de boas vindas a todos os presentes, a qual constou da declamação do poema “Lápis de cor”, da autoria do escritor João Luís Dias.

Durante o encontro foram diversos os momentos em que o escritor presenteou os presentes com a declamação de alguns poemas, tais como “Sei de ti”, “A minha terra”, “Porquê senhora?”. Um dos momentos mais significativos, foi o facto de o escritor apresentar o seu mais recente poema, intitulado “Dedicado à Prazeres que me pegou no colo”, escrito nessa noite.

O presidente da autarquia, Dr. Joaquim Viana, também, evidenciou as suas capacidades literárias, através da declamação do poema “Lírio do Gerês”, da autoria do escritor João Luís Dias.

De entre os idosos presentes no encontro, esteve um idoso que através da declamação de dois poemas, intitulados “Balada de neve” e “Primavera”, demonstrou que a velhice é sinónimo de alegria e vitalismo.

O encontro decorreu de uma forma excelente, tendo superado as expectativas iniciais, pois foi possível conhecer a poesia e o amor que o escritor João Luís Dias tem à sua terra – Terras de Bouro e proporcionou um encontro intergeracional, no qual cada geração mostrou diferentes e valiosas capacidades literárias.




Hora do conto

Hora do conto dinamizada pela professora Cristina Mrtins.
Vem aí o Zé das moscas, de António Torrado.

 


Dia da Criança

A BE participou na comemoração do dia da criança a convite da organização. Foram várias as atividades lúdicas promovidas pela Câmara Municipal em parceria com o Centro de Saúde (projeto passezinho).

 
 
 


Melhor leitor de maio

11/06/2012

"Poema ladrão" vencedor

E o grande vencedor da "Oficina de poesia: poema ladrão" é o poema 8, dos alunos da turma B, do 5º ano, da Escola Básica e Secundária de Terras de Bouro, com 68% das preferências.
Parabéns!

Poema 8
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém,
Precisava de dar qualquer coisa a uma qualquer pessoa.
E uma qualquer pessoa, como um luar, nascesse,
E sem sorrir, sorrisse,
Os beijos merecidos da verdade.
Universo sou eu, com nebulosas e tudo!
Eu sei que a humanidade é mais gente do que eu,
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores,
Linha severa da longínqua costa.
Cai o silêncio nos ombros,
Tinham coral e praias e arvoredos.
É urgente inventar alegria,
É urgente o amor
E se ela agora viesse?
Na minha mão estendida dar-lhe-ia
Uma qualquer pessoa de quem me aproximasse,
O gesto de a estender, e uma qualquer pessoa entenderia
Como se um grão de luz lhe percorresse
Esta é a maior miséria que no mundo há.
A minha mão estendida e tímida, não pede,
Dá!

05/06/2012

As TIC e a aprendizagem no Jardim de Infância

A par dos livros, as tecnologias de informação e comunicação (TIC) ocupam atualmente na sociedade um papel importante no desenvolvimento e sustentação da qualidade de vida das pessoas. Diariamente, crianças, jovens e adultos são imersos em ambientes computacionais – por exemplo, através da televisão e de jogos interativos, do acesso a redes de comunicação disponíveis com custos cada vez menores, em atividades profissionais e no lazer.

Desta forma, a Biblioteca tem procurado promover e integrar os avanços tecnológicos nas atividades escolares e na sua missão, tal como acontece com todos os recursos que habitualmente se usa nas aulas (livros, fichas de trabalho, lápis, etc.). Porém, essa “naturalização” dá-se progressivamente, passo a passo, e requer o reconhecimento da utilidade das TIC na atividade docente, o reconhecimento de que o uso das TIC tem um sentido transformador em algumas práticas letivas. Atendendo a este facto, os Jardins de Infância do Agrupamento, desde o início do mês de maio têm-se deslocado, uma vez por semana, à biblioteca do Centro Escolar para contactarem e manipularem os computadores.

As Educadoras aproveitam pedagogicamente tal oportunidade, fazendo-a reverter positivamente a favor das aprendizagens dos alunos. Isto não significa apenas integrar os computadores em atividades mas inclui também procurar criar ambientes de aprendizagem estimulantes, abertos, que apelem à autonomia e responsabilidade dos alunos e ao assumir um papel ativo.

A BE oferece um bom número de computadores com ligação à internet.

Na opinião das educadores, as atividades semanais no computador estão a ter um impacto bastante positivo nas crianças, ou seja, verifica-se um reforço no desenvolvimento da concentração, das capacidades matemáticas e da autonomia.

 
 
 

Cinema e hora do conto

No dia 25 de maio, o JI de Terras de Bouro esteve em grande. Para além de uma sessão de cinema, com as saborosas pipocas que eles tanto gostam, também assistiram à Hora do conto, no período da tarde, dinamizada pela professora Sónia. Depois de ouvirem a história "Ainda Nada" aprenderam e cataram uma canção.






Boletim informativo de junho

01/06/2012

Dia da criança

Todos os dias é o nosso dia...     

Hoje é dia de alegria
Viemos para festejar
Não é nenhuma fantasia
Podemos todos brincar


Num alvoroço chegamos
Com vontade de brincar
Que algazarra criamos
Por não nos deixarem cantar


Sabemos que somos crianças
Todos os dias é o nosso dia
Não nos interessam lembranças
O que pedimos é companhia


Os sorrisos dos nossos rostos
São sem dúvida verdadeiros
E estamos sempre prontos
A empurrar os companheiros


Grande brincadeira esta
Que sem maldade fazemos
Quando um partir a testa
Ai Jesus! Que no arrependemos


O sonho de uma criança
É difícil de perceber
Mas basta a sua presença
Para o coração fazer estremecer


Ser criança é ser vida
A vida de amanhã
A força nela contida
O mundo transformará


Um dia nos foi dedicado
Em Junho o seu primeiro
Vamos dizer obrigado
Pelas crianças do mundo inteiro


Como é bom brincar sem fingir
No dia a nós dedicado
Nunca é de mais insistir
No nosso muito obrigado


As crianças riem e cantam
A alegria que lhes vai no coração
Digam o quanto as amam
Abracem-nas e dêem-lhes a mão


No rosto de uma criança
É fácil encontrar alegria
No seu coração mora a esperança
Nas suas atitudes ousadia


Por vezes é irreverente
E a paciência faz perder
Mas o seu ar de contente
Todos os males faz esquecer


É um desafio constante
Ver uma criança crescer
É de facto muito importante
O seu caminho ajudar a percorrer
João Ferreira

29/05/2012

Oficina de poesia: poema ladrão

O dia da poesia foi comemorado com uma oficina de poesia. Os alunos escreveram “o poema ladrão” a partir de poemas de Fernando Pessoa, de Alexandre O'Neill, de António Gedeão, de Carlos Drummond de Andrade, de Álvaro Campos e de Patrícia Joyce.

Apresentamos o resultado dessa oficina de poesia.

Os alunos do agrupamento poderão escolher/votar o poema que mais gostam. O “poeta ladrão” vencedor receberá um prémio no final do ano letivo.

Vota no poema que mais gostas!

Poema 1
Em árvores onde o longe nada tinha
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores
Onde era só, de longe a abstrata linha
E, no desembarcar, há aves, flores.

Ai! Se ela agora viesse,
Sequiosamente
Se ela agora viesse, bebê-la ia de um trago
Sorvê-la-ia num hausto,
Como o ar se precipita
Numa avidez sedenta
Tumultuosamente
Numa secura aflita
Sofregamente
Quando o espaço vazio se lhe apresenta.

Se eu fosse o cego
Que acena com a mão à beira do passeio
Se eu fosse a pobre criatura que estende a mão na rua à caridade
Esperaria em sossego, sem receio
Se eu fosse o operário que não ganha o bastante para viver
Aguardaria sem amargura, que por ali passasse a bondade
E havia de vencer
Lutava pelo aumento de salário.

Poema 2             
Como o ar se precipita
Sofregamente
Quando o espaço vazio se lhe apresenta!

Não pesa num total que tende para o infinito,
Sei que o mundo é maior do que o bairro onde habito.
Que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
Eu seu que a humanidade é mais gente do que eu.
Num jeito de tão sonâmbulo gosto
Com um dedo tímido o oval do rosto
Como se um grão de luz lhe percorresse
Uma qualquer pessoa que relesse.
Ai! Se ela agora viesse!
Sequiosamente
Tumultuosamente
Numa secura aflita
Numa avidez sedenta.



Poema 3             
Se eu fosse cego,
Que acena com a mão à beira do passeio.
Esperaria em sossego, sem receio.
Eu sei que as dimensões impiedosas da vida
Ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
Nesta insignificância, gratuita e desvalida.
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.
Se eu fosse a pobre criatura que estende a mão na rua à caridade,
Aguardaria sem amargura, que por ali passasse a bondade.
O mar anterior a nós, teus medos,
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a serração,
As tormentas passadas e o mistério.
Se eu fosse o operário que não ganha o bastante para viver,
Lutava pelo aumento de salário,
E havia de vencer.

Poema 4
É urgente o amor,
É urgente um barco no mar.
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
O sonho é ver as formas invisíveis.

Teu bem e teu mal
É tomares para ti
Meu mal e meu bem
Meus e teus são nossos
Verdadeiramente
Os beijos merecidos da verdade.

Buscar na linha fria do horizonte
Movimento da esperança e da vontade,
É urgente destruir certas palavras
Ódio, solidão, e crueldade,
Alguns lamentos,
Muitas espadas.


Poema 5             
«Amigo» (recordam-se, vocês aí escrupulosos detritos?)
«Amigo» é a solidão derrotada.
Naturalmente
As coisas que vimos,
E as que sentimos.
Intimamente.
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é uma grande tarefa,
É guardar para ti,
É guardares para mim.
«Amigo» é o erro corrigido,
Um trabalho sem fim.
Não o erro perseguido, explorado.
Um espaço útil, um tempo fértil,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

Poema 6
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível.
Com ele se entretém e se julga intangível.

Se eu fosse cego,
Que acena com a mão à beira do passeio,
Esperaria sem receio e em sossego.
Se eu fosse o operário,
Que não ganha o bastante para viver,
Lutava pelo aumento do salário,
E havia de vencer.

Se eu fosse a pobre criatura,
Que estende a mão na rua á caridade,
Agradaria, sem amargura, que por ali passasse a bondade.

Necessariamente,
A mim dirás,
E a ti direi,
Rigorosamente,
É tomar para mim.


Poema 7
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «Amigo»
Sermos amigos, é contares comigo!

«Amigo» é um sorriso
Num jeito de tão sonâmbulo gosto
Um coração pronto a pulsar
Com um dedo tímido o oval do rosto.

Um olhar bem limpo,
Como se um grão de luz lhe percorresse.
Confiantemente
Uma qualquer pessoa que a recebesse!

Precisava de dar qualquer coisa a uma qualquer pessoa.
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
De boca em boca
É contar contigo,
Na nossa mão.

Poema 8
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém,
Precisava de dar qualquer coisa a uma qualquer pessoa.
E uma qualquer pessoa, como um luar, nascesse,
 E sem sorrir, sorrisse,
Os beijos merecidos da verdade.
Universo sou eu, com nebulosas e tudo!
Eu sei que a humanidade é mais gente do que eu,
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores,
Linha severa da longínqua costa.
Cai o silêncio nos ombros,
Tinham coral e praias e arvoredos.
É urgente inventar alegria,
É urgente o amor
E se ela agora viesse?
Na minha mão estendida dar-lhe-ia
Uma qualquer pessoa de quem me aproximasse,
O gesto de a estender, e uma qualquer pessoa entenderia
Como se um grão de luz lhe percorresse
Esta é a maior miséria que no mundo há.
A minha mão estendida e tímida, não pede,
Dá!


Poema 9
Quando a nau se aproxima ergue se a encosta,
Buscar na linha fria do horizonte,
E, no desembarcar, há aves, flores,
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
É esperar por ti, sabendo que vens,
Naturalmente.
É guardar para ti, é guardares para mim,
Que o respirar de um só, mesmo que seja o meu.
E a ti direi, e a mim dirás,
É urgente o amor,
É urgente inventar alegria,
Não o erro perseguido, explorado.
Um coração pronto a pensar
Universo sou eu, com nebulosas e tudo!
Sei que o mundo é maior,
Do que o hauro onde habito!


Hora do conto

Os meninos do JI de Carvalheira ouviram a história da Carochinha e retrataram a história em desenhos.


 


 
 

Hora do conto

Hora do conto no Gerês - 16 de maio